Foto: Reprodução Facebook
Por: Marcos Piangers
Foi no verão de 2016 que elas ficaram duas semanas na praia sem mim – eu tinha que bater ponto no escritório.
Da praia, elas me mandavam fotos lindas de arco-íris e pôr do sol. E eu chorava, abraçava os travesseiros dormindo sozinho, chorava de saudade até pegar no sono.
Pensei: “preciso mudar minha vida”. Corta pra 2020, passamos dois meses juntos na praia, vendo arco-iris e pôr do sol. Pitangas, desenhos na areia, castelos.
Somos realeza de chinelo. Protegidos bravamente pelo fator 50. Bicicletas, nossa cavalaria. Joelhos ralados. “Mais um machucado pra coleção, pai”.
Mais um beijo pra curar. Mais uma conversa à beira-mar. Mais uma noite dormindo amontoados em colchões improvisados no chão. Mãos dadas.
Enquanto durar. Elas crescem rápido, mano. Se você não está por perto, se arrepende.
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