Comer rápido demais sem perceber pode parecer apenas um hábito da rotina, mas, em alguns casos, pode estar relacionado ao estresse, à ansiedade e à falta de atenção durante as refeições.
Quando a pessoa come no chamado “piloto automático”, ela pode prestar pouca atenção aos sabores, à mastigação e aos sinais enviados pelo próprio corpo. Isso dificulta perceber o momento em que já está satisfeita e pode favorecer o consumo de uma quantidade maior de comida.
O organismo precisa de algum tempo para registrar que a refeição foi suficiente. Por isso, quando alguém come muito depressa, pode terminar o prato antes que os sinais de saciedade sejam plenamente percebidos pelo cérebro.
Além disso, comer diante da televisão, do celular ou enquanto trabalha pode fazer com que a atenção fique voltada para outras atividades. A pessoa acaba se alimentando de maneira automática, muitas vezes sem perceber quanto comeu.
Momentos de tensão e ansiedade também podem influenciar a maneira como nos alimentamos. Uma rotina acelerada pode fazer com que o corpo permaneça em estado de alerta mesmo durante as refeições.
Em algumas pessoas, isso pode aumentar a vontade de comer determinados alimentos e favorecer refeições mais rápidas e menos conscientes. O problema não está necessariamente na velocidade de uma refeição isolada, mas quando esse comportamento se torna frequente.
Uma das estratégias utilizadas para mudar esse padrão é o chamado comer com atenção plena, ou mindful eating. A ideia é voltar a atenção para a refeição e perceber melhor a fome, a saciedade, os sabores e a mastigação.
Algumas atitudes simples podem ajudar: deixar o celular de lado durante a refeição, mastigar com mais calma, fazer pequenas pausas e colocar os talheres sobre a mesa entre algumas garfadas.
Mais do que simplesmente comer devagar, o objetivo é sair do “piloto automático” e recuperar a percepção dos sinais do próprio corpo.
Se comer rapidamente acontece com frequência e vem acompanhado de ansiedade, perda de controle diante da comida ou sofrimento emocional, conversar com um profissional de saúde pode ser importante.
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