Localizado nas Canárias, Ilha de La Palmas, o vulcão Cumbre Vieja, estava adormecido desde 1971, contudo, conforme acompanhamento dos sismólogos, o vulcão teve seu nível de alerta elevado de verde para amarelo, conforme o Plano Especial de Proteção Civil e Atenção à Emergências de Risco Vulcânico das Ilhas Canárias (Pevolca). O alerta se deve a um aumento rápido no número de terremotos e atividades sísmicas registrado nos últimos dias. Caso aconteça uma erupção deste vulcão, tsunamis poderão atingir as costas brasileira e africana.

Conforme anúncios do governo das Canárias, estes aumentos significativos dos movimentos sísmicos em La Palma começaram no sábado (11). Assim disse o Metsul Meteorologia, para se ter uma ideia da gravidade do alerta, na terça-feira passada, aconteceram mais de cem tremores. O comitê PEVOLCA deixou claro que a atividade magmática tem “o maior valor observado nos últimos 30 anos”.

Devido a esta divulgação de alerta, boa parte dos brasileiros se preocuparam nas redes sociais. Será que realmente há chances deste fenômeno alcançar a costa brasileira com tsunamis?

Captura de Tela 665 - Vulcão nas Ilhas Canárias pode gerar tsunami na costa do Brasil, alertam autoridades.
O vulcão Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias Foto: Divulgação

Para responder esta questão, um especialista resolveu opinar, o professor
Francisco de Assis Dourado, do Centro de Pesquisas e Estudos sobre Desastres da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), caso haja uma provável erupção do vulcão na ilha La Palma, não seriam as responsáveis por gerar ondas colossais (tsunamis). Ele disse que as simulações via computadores que mostram a chegada de um tsunami utilizam velocidades extremas, assim, na ótica dele, os impactos na costa brasileira seriam mínimos.

Conforme o geólogo André Avelar, Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o risco de as ondas chegarem ao Brasil está diretamente ligada à potência das prováveis erupções do vulcão Cumbre Vieja.

O que se tem até o momento são cálculos aproximados de “previsões” e isto depende da potência das erupções, assim, na ótica do geólogo André Avelar. Caso aconteça, as ondas chegariam primeiro na costa da África e bem mais lentas e de forma atenuada à costa do Brasil, sendo que aqui os efeitos seriam menores.

Com informações: G1

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