Por: JCS

As vacinas ainda não foram confirmadas 100% da sua eficácia, mesmo assim, Rússia, China e Emirados Árabes decidiram se antecipara e aplicar o imunizante na população.

A maior parte das vacinas contra a covid-19 estão na fase III de testes clínicos em humanos. Esta é a última fase de testes onde o imunizante é aplicado em milhares de pacientes voluntários para assim verificar a porcentagem de imunização e se, de fato, é eficaz.
Mesmo sem os resultados totais, referente aos pacientes testados, alguns países acreditam nos resultados parciais e já estão vacinando a sua população, é o caso da Rússia, China e Emirados Árabes.

A Rússia foi o primeiríssimo país a aprovar o registro de sua vacina Sputnik V, contra a covid-19. Acontece que mesmo ela sendo aprovada internamente pelos órgãos de Saúde, os resultados dos testes não foram publicados em revistas científicas, por tanto, boa parte do mundo médico-científico não acredita muito na seriedade deste imunizante, afinal não foi publicado nenhum resultado com teor científico da eficácia.

Na China dois imunizantes já foram aprovados o mais conhecido é o do laboratório Sinovac, porém esta aprovação é por uso limitado.

Em julho, o governo da China aprovou o uso emergencial da vacina CoronaVac, para vacinar grupos de alto risco, conforme informações da agência de notícias Reuters.

A Coronavac já tem sido comercializada com vários países, inclusive o Brasil, e parcerias estão sendo fechadas para fabricação em terras brasileiras.

Os Emirados Árabes Unidos fizeram uma “aprovação emergencial” da vacina que está sendo desenvolvida pela farmacêutica estatal chinesa Sinopharm, isto é, seis semanas após o início dos testes em humanos na região (Fase III), ou seja, mesmo sem comprovação científica da eficácia, eles acreditam no poder da vacina.

“ Os Emirados Árabes Unidos autorizam o uso emergencial da vacina –Contra a Covid-19 para membros da primeira linha de defesa que estão em maior risco de contrair a Covid-19”, publicou a Autoridade Nacional de Gerenciamento de Crises e Desastres dos Emirados Árabes Unidos em uma publicação no Twitter.

Como o número de infectados aumentou na região, a decisão foi tomada como forma de tentar frear a quantidade de casos de infecção, daí a escolha da Sinopharm ser a primeira fabricante de vacinas a receber a aprovação de um país estrangeiro.

Com a chegada da segunda onda do coronavírus na Europa, provavelmente outros países seguirão este exemplo e devem antecipar a vacinação de sua população.

Com informações: Portalr10
Imagem capa: Ilustração Pixabay

 

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