Por: JCS

Grupo de pesquisadores da França descobriram que ao ouvir a música que você ama, ela pode te causar arrepios e enviar ao cérebro uma “Descarga de prazer”.

A equipe localizou uma liberação de hormônio do prazer, a dopamina, em regiões do cérebro que são responsáveis pela emoção, movimento e processamento de som, naquelas pessoas que ouviram suas músicas mais prediletas.

Assim, você pode ter certeza de que quanto estiver triste, angustiado e para baixo…coloque aquela música que você acha a melhor de todas e a deixe mudar o seu ânimo.

Os resultados do estudo foram compartilhados na revista Frontiers in Neuroscience.

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Crédito imagem: Pixabay

Estudo

Os pesquisadores juntaram 18 pessoas que amam ouvir música, as quais disseram que quase sempre sentiam calafrios ao ouvirem suas músicas prediletas, todas elas foram ligadas a um aparelho de eletroencefalograma (EEG), que registrava toda a atividade elétrica no cérebro enquanto eles ouviam música.

Os cientistas gravaram vários trechos de músicas, num total de 90 segundos, com pequenas partes das músicas que cada um mais gostava de ouvir, e assim registravam a resposta cerebral deles quando ficavam arrepiados com os sons.

A equipe detectou uma atividade elétrica bem específica no córtex orbitofrontal (região envolvida no processamento emocional, na área motora suplementar, responsável pelo movimento) e no lobo temporal direito, que processa o som.

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Prazer ancestral

Conforme os pesquisadores, o motivo que leva as pessoas a terem prazer com a música é porque muito provavelmente nosso cérebro está antecipando o que vem a seguir.

Prever acontecimentos futuros teria dado aos nossos ancestrais uma vantagem evolutiva e, portanto, esse é um ato pelo qual nosso corpo nos recompensa por realizar.
Conforme apuração dos especialistas, quase a metade das pessoas sente “arrepios” ao ouvir música.

“O que é mais intrigante é que a música parece não ter nenhum benefício biológico para nós… No entanto, a implicação da dopamina e do sistema de recompensa no processamento do prazer musical sugere uma função ancestral da música”, afirmou o autor do artigo e neurocientista Thibault Chabin da University Burgundy Franche-Comté, em Besançon.

“Enquanto esperamos, nossos cérebros estão ocupados prevendo o futuro e liberando dopamina –evolutivamente falando, ser capar de prever o que acontecerá a seguir é essencial para a sobrevivência”, explicou o especialista.

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Foto: Reprodução

Arrepios

Na média, os arrepios – considerados um período de maior conectividade cortical – duravam pouco menos de 9 segundos.

“O fato de podermos medir esse fenômeno com EEG traz oportunidades de estudo em outros contextos, em cenários mais naturais e dentro de grupos”, disse Chabin.

“Isso representa uma boa perspectiva para a pesquisa da emoção musical. Queremos medir como as atividade cerebrais e fisiológicas de vários participantes estão acopladas em ambientes musicais sociais naturais”, explicou.

“O prazer musical é um fenômeno muito interessante que merece ser investigado mais a fundo para entender por que a música é gratificante – e desvendar por que é essencial na vida humana”, finalizou o neurocientista.

Com informações: Daily Mail.

 

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