Por: JCS

O pastor Gladiston Dinho, 58 anos, jurava de pés juntos que a Covid-19 o máximo que poderia fazer com ele era lhe dar “uma gripe inofensiva”. Só que a infecção fatalmente o encontrou e lhe fez “andar pelo vale da sombra da morte” (Salmo 23 verso 4).

O cenário sombrio e fúnebre mencionado no trecho bíblico se tornou parte da experiência da vida do pastor Dinho e ele disse que esta verdade bíblica é “totalmente real”. “Era um lugar tenebroso, mas eu não sentia medo. Escuro para todos os lados, a única soisa clara era onde eu pisava, ( o chão) como um verme gigantesco com pelos, que se movimentava como esteira rolante de aeroporto”.

Dinho por duas vezes quase morreu. Conforme a Folha de São Paulo, o que tinha cara de ser uma gripezinha, “complicou bastante”. Esteve 51 dias na UTI de um hospital na cidade de Campo Grande (MS), ali foi intubado, passou por uma traqueostomia e ficou isolado depois de “virar um perigo para os outros pacientes”, se isto não bastasse, teve dois choques sépticos ao contrair “a pior bactéria hospitalar”.

Acabou por sofreu um enfisema que permitiu o ar vazar dentro do corpo. “Ficou tudo inflado do abdome para cima”.

A sua impressão ficou “bem murcha” sobre a doença que reduziu 1/3 de seus 90kg que tinha antes de ser internado, que para ele não era “nada demais”. Depois que teve alta, voltou à ativa em sua igreja, Ministério Atos de Justiça, e lá foi onde admitiu que: “Menosprezei um pouco a capacidade de contágio e até a gravidade da enfermidade, achando que, se tivesse Covid, seria, assim, uma gripe, e que no máximo eu ficaria distanciado da igreja por 15 dias”.

O pastor Dinho conseguiu retornar ao púlpito da igreja mais de cem dias depois, e ali, falou abertamente sobre as “avaliações erradas que fiz sobre o período da pandemia”.

Vários foram os erros cometidos que ele admitiu: “relaxou nos cuidados”, “Minimizar a importância do protocolo recomendado por infectologistas”, “cheguei a ficar com raiva da máscara, e disse: Estão colocando cabresto social nas pessoas”.

O pastor evangélico resolveu embasar suas ideias usando textos da bíblia, em específico o livro de Levítico, que fala sobre “a praga da lepra”, para assim defender as medidas sanitárias. A passagem bíblica diz que: “Cabe aos sacerdotes avaliarem pústulas e estipularem um período de isolamento”.

“Quem ficar leproso, apresentando quaisquer desses sintomas, usará roupas rasgadas, andará descabelado, cobrirá a parte inferior do rosto e gritará: “impuro! Impuro! ”. Enquanto a pessoa tive a doença, estará impuro. Viverá SEPARADO, fora do acampamento” (Levítico Cap. 13)

Dinho afirma que: “Distanciamento social e máscara são bíblicos. Há 3.500 anos Deus já ensinava isto”.

Finalizando, o pastor considera que seu aniversário, que foi em dezembro, foi um marco de RENASCIMENTO. E diz que: “vivo pela fé, mas sou zeloso com cuidados na saúde”.

Com informações: Folha S. Paulo

 

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