Foto: Instagram
Por: JCS
O MP-GO (Ministério Público de Goiás) entrou com uma denúncia contra o padre Robson de Oliveira Pereira e mais 17 pessoas por participação de organização criminosa com objetivos de obter vantagens. Esta denúncia é consequência de várias investigações feitas pela Operação Vendilhões, que foi deflagrada em setembro de 2020.
Baseado nas apurações das investigações, o MP, diz que o padre Robson seria o mentor e gestor de uma:
“Organização criminosa empresarial que se utilizava de associações e empresas para realizar apropriações indébitas, falsidades ideológicas e lavagem de capitais em benefício próprio” desviando “recursos recolhidos em nome das associações de caráter religioso e com a finalidade declarada de construção de uma basílica e de realização de atos de caridade”.
Assim, os promotores estão convictos que o padre desviava dinheiro de uma associação e repassava para “terceiros”. O portal UOL procurou os advogados que defendem o padre e eles afirmaram que:
“nada tem de novo” e que seu cliente está sendo “injustamente acusado”.
O padre, era presidente de uma associação chamada AFIPE (Associação Filhos do Pai Eterno), responsável pelo Santuário Basílica de Trindade, Goiás, o padre é suspeito de desviar uma quantia vultuosa de cerca de R$ 120 milhões das doações feitas pelos fiéis.
A AFIPE publicou uma nota dizendo: “confiamos na Justiça e esperamos que ao final do processo todas as dúvidas sejam esclarecidas”, e que também “estamos à disposição para todos os esclarecimentos que se fizerem necessários para a elucidação dos fatos”.
“É importante salientar que a AFIPE é uma entidade civil sem fins lucrativos e com a missão de evangelizar. A AFIPE não é investigada e nem denunciada”.
O advogado Pedro Paulo que defende o padre Robson, enviou um vídeo ao portal UOL, criticando o Ministério Público.
“A denúncia oferecida nada tem de novo. São as mesmas injustas acusações feitas pelo Ministério Público em outubro, e que agora são repetidas. O que o Ministério Público quer dizer é como uma associação privada, que é como a sua casa, ou a minha casa, como ela deve ser gerida. O MP quer dizer como uma associação privada, que não recebe nem um centavo de dinheiro público, tem que gastar o seu dinheiro. Isso é assunto da própria Afipe”, argumento o advogado Pedro Paulo de Medeiros.
Com informações: Portal UOL
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