Nenhum de nós é capaz de entender toda a complexidade humana e os múltiplos contextos que passam na vida em sociedade, entretanto, muitos de nós, ou a maioria, julga mesmo na ignorância. O apelo do padre Omar, que administra o refúgio da Associação das Bem-aventuranças de Villa María del Triunfo (VMT), no Peru, é justamente para deixar de lado os preconceitos e não julgar ninguém:

“Hoje uma bebê foi deixada na porta dos fundos da casa. Nós a chamamos de Maria Magdalena, que é a Santa de hoje. Não julgamos ninguém, por favor, não faça isso também”.

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Foto: Associação das bem aventuranças

Ela ficou com um cobertor, em uma cama humilde, além de uma mamadeira de leite e o triste bilhete de despedida. “Não quero que ele passe pelo inferno que estou passando”, diz o bilhete.

Os funcionários do abrigo, junto com o padre Omar, a batizaram como María Magdalena, a santa reverenciada naquela data.

Basta rezar pela mãe e por nós, para que nunca falte a providência de continuar ajudando quem precisa de nós. Lembre-se que toda ajuda é bem vinda!”, disse o albergue em sua página no Facebook.

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Foto: Associação das bem aventuranças

O padre também fez um apelo para que as pessoas parassem de criticar a mãe, para em vez disso orarem por ela e por todos no abrigo, para que continuassem dando uma chance a bebês como Maria Madalena.

“As pessoas passam por momentos críticos de desespero, geralmente não sabemos o que as pessoas estão passando. É por isso que sempre peço para não julgar quem faz isso, porque não sabemos o que está acontecendo”, escreveu o padre em suas redes sociais.

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Foto: Associação das bem aventuranças

Pelo bilhete dá para supor que a mãe passou por momentos terríveis. Você pode sentir a tristeza, a angústia e a dor que ela deve ter sentido.

Felizmente, o abrigo tem capacidade para abrigar a menina. A instituição já recebeu cerca de 250 pessoas, sendo 144 menores.

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Foto: Associação das bem aventuranças

Se não fosse por organizações como esta, muitas crianças enfrentariam uma realidade horrível, o mesmo “inferno” que contou a mãe que protagoniza esta história.

Traduzido e adaptado de UPSOCL

 

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