Por: JCS

Genebra, na Suíça, é considerada uma das cidades mais ricas do mundo, cuja taxa de desemprego é de 5,3%. Ali, pasmem, o deputado não tem direito a carro oficial, auxílio moradia, aposentadoria, ou qualquer outro benefício exagerado. E veja bem! Para não prejudicar o emprego “normal” que o deputado tem, as reuniões do Parlamento são todas organizadas quando se encerra o expediente comercial, ao final da tarde. Assim, ser um parlamentar na Suíça é um privilégio e não uma profissão. O que é bem diferente do que acontece aqui no Brasil, não é verdade?

Para se ter uma ideia, na Genebra, os deputados não contam com um carro oficial e motorista particular e não têm qualquer benefício a título de transporte. O que acontece é que apenas em reuniões importantíssimas, o presidente do grande conselho, caso esteja indo a um evento oficial, tem o direito de usar um carro oficial. Isto é, se ele estiver indo à reunião na condição de Presidente da Câmara e não a título pessoal. Em outras palavras, nada de ficar usando carro oficial para passeios particulares ou com a família. Auxílio moradia não faz parte dos benefícios do parlamentar. Mesmo que eles completem quatro anos de mandato, os deputados não ganham uma aposentadoria, ali o dinheiro público é sagrado.

Uma outra norma que soaria meio esquisita para nós brasileiros, é que, durante anos no “poder público”, eles não podem contratar familiares – Não há nepotismo! Acredite se quiser! – e ganham um voucher para fazer duas refeições por mês, sendo que cada uma delas de 40 francos suíços ( aproximadamente 242 reais).

Resta agora saber qual o salário de um deputado. Geralmente, um deputado em Genebra chega a ter um salário anual de 50.000 francos suíços (equivalente a 303.000 reais por ano), cerca de 25.100 reais por mês. Isto é, se ele for o presidente do Parlamento e tiver a presença confirmada em todas as sessões. Outro detalhe muito importante, que valoriza o dinheiro público, é que o cálculo do salário do deputado comum é feito conforme as horas que ele está presente nas reuniões oficiais. “Se ele comparece, ele recebe. Se não comparece não recebe”. O salário é proporcional às horas trabalhadas à serviço da população nas reuniões oficiais. Assim informou à Revista Veja o deputado e ex-presidente do Parlamento Estadual de Genebra, Guy Mettan.

Ele informou também que precisa assinar, com seu próprio punho, uma lista de presença a cada reunião.

Se for convertido em reais estes valores podem parecerem altos. Mas, atualmente, o salário do presidente do Grande Conselho de Genebra é menor que a média salarial de um fabricante de queijo e menor que o salário de um mecânico de carros na Suíça, de uma secretária, de um policial, de um carpinteiro e de uma professora de jardim de infância, metalúrgico ou de um motorista de caminhão. O salário é quase idêntico ao salário médio de um açougueiro da cidade alpina. Jamais poderíamos imaginar que um deputado tinha um salário inferior ao de uma professora do ensino fundamental.

Um deputado comum tem o salário inferior ao do presidente do Parlamento. Por ano, eles geralmente recebem 30 mil francos suíços, que equivale ao pagamento médio de um artista de circo ou a um ajudante de cozinha, cargos que na grande maioria são ocupados por imigrantes.

No Brasil, o salário médio de um deputado estadual gira em torno de R$ 26.000 por mês em São Paulo. Além disso, os parlamentares brasileiros têm direto a uma verba mensal (chamada de “cotão”), que pode superar R$ 30.000 reais, para custeio de gastos com alimentação, transporte, passagens aéreas e despesas de escritório, fora as verbas que são destinadas aos assistentes dos deputados, este tipo de verba para funcionários contratados estimula a corrupção, a chamada “rachadinha” onde o deputado contrata tantos assessores “fantasmas” e eles devolvem o valor do salário em espécie ao deputado, isto é um crime que muitos políticos praticam.

“Na Suíça, a política é considerada um envolvimento popular”, informou. “É um sistema de milícia. Ou seja, não é um sistema profissional. Somos obrigados a ter um emprego paralelo, a ter uma profissão paralela. Não se pode viver com essa indenização”, admitiu o deputado suíço. “não existe deputado profissional”, disse Gui Mettan.

Diante disto, o Brasil precisa aprender muito com a Suiça!

Com informações: Veja

 

 

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