Um estudo recente acendeu um alerta sobre um hábito cada vez mais comum na rotina moderna: a exposição à luz durante a noite. Pesquisadores acompanharam quase 89 mil pessoas por cerca de dez anos e identificaram que ambientes iluminados durante o período de sono podem estar associados a um maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares.
Os resultados mostraram que participantes expostos aos níveis mais elevados de luz noturna apresentaram maior probabilidade de enfrentar problemas graves de saúde. Entre eles, o risco de insuficiência cardíaca foi 56% maior. Também foram observados aumentos nos riscos de infarto, doença arterial coronariana, fibrilação atrial e AVC.
Os pesquisadores destacam que essa associação permaneceu mesmo após considerar fatores como atividade física, consumo de álcool, qualidade do sono e predisposição genética.
Outro dado que chamou atenção foi que os efeitos pareceram mais intensos entre mulheres e adultos mais jovens. Segundo os autores, isso pode ocorrer porque o relógio biológico tende a ser mais sensível à luz em pessoas mais novas. A iluminação excessiva durante a noite pode desregular os ritmos naturais do organismo, afetando a pressão arterial, o metabolismo e até o funcionamento elétrico do coração.
Diante dos resultados, os especialistas recomendam reduzir a exposição à luz artificial antes de dormir. Medidas simples, como apagar luzes desnecessárias, evitar o uso de telas por longos períodos à noite e manter o quarto mais escuro, podem ajudar a preservar o equilíbrio do organismo.
Embora mais estudos sejam necessários para aprofundar a relação observada, a pesquisa reforça a importância de hábitos que favoreçam um sono adequado e uma melhor saúde cardiovascular.

