Por: JCS

João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, morava na vila do Lapi, zona norte de Porto Alegre, RS, era casado com a cuidadora de idosos Milena Borges Alves, 43. Na quinta feira, 19 ele teve vontade de comer um pudim e juntamente com a esposa foram ao mercado Carrefour para comprar os ingredientes.

João era tido como uma pessoa brincalhona, talvez este jeitão brincalhão tenha provocado a sucessão de fatos que desencadearam sua morte após ser covardemente espancado por dois seguranças de uma unidade do Carrefour, zona norte de Porto Alegre.

Sua mulher, Dona Milena Borges, disse que João teria “brincado” com uma segurança do mercado, e logo em seguida ela acionou os seguranças, que o seguiram e o espancaram no estacionamento (assista ao vídeo)

Ao falar sobre seu marido ela relembrou que: “Ele era bem comunicativo, muito brincalhão. Gostava de música, e ficava dançando em casa.”

Ele estava aposentado há mais de dez anos, por invalidez, ao fraturar dois dedos e o fêmur quando trabalhou no Aeroporto Internacional de Porto Alegre, Salgado Filho.

1 1 4 - De acordo com a esposa de João Alberto este foi o motivo da violência
João e Milena estavam juntos havia 9 anos Imagem: Arquivo pessoal.

Dona Milena disse que já estavam juntos faziam nove anos. Não tiveram filhos juntos, mas, ele tratava a filha dela como se fosse sua, disse a viúva.

Há quase um ano, João encontrou um gato em um terreno baldio e não teve coragem de deixa-lo abandonado e o trouxe para casa. Conforme relatos dela, ele não desgrudava deste gato, “andava para cima e para baixo com ele. Eram muito grudados”.

Ela e o marido moravam em um apartamento na Vila do Lapi, zona norte de Porto Alegre, que diga-se de passagem é muito conhecido por ser o lugar onde nasceu a cantora Elis Regina.

O apartamento ficava a 600 metro do Carrefour, era o local preferido deles para fazerem as compras por ser bem próximo de sua casa.

2 5 - De acordo com a esposa de João Alberto este foi o motivo da violência
João não desgrudava do gato, segundo a mulher Imagem: Arquivo pessoal.

João Freitas era um torcedor dedicado ao seu time de futebol São José, também próximo da residência, conforme dona Milena, “Ele me deixava em casa para ir aos jogos, eu não gostava muito”.

A torcida do clube o conhecia, tanto que eles fizeram uma homenagem a ele em um post do twitter dizendo: “vidas negras importam”, e convocaram um protesto: “Amanha estaremos no Carrefour Passo Dáreia o dia todo, não vi ficar assim queremos justiça, fizeram covardia com 1 irmão, agora segurem o Bonde Da ZONA NORTE!”.

O casal tinha o hábito de passear em shoppings e parques, como o da Redenção, centro da cidade. Mas, devido à pandemia, saiam muito pouco para estes locais.

De acordo com apurações do portal UOL, a Polícia Civil revelou que, João Alberto tinha alguns antecedentes criminais por violência doméstica, lesão corporal e ameaça. A fonte consultada pelo UOL pediu para não ser identificada, disse apenas que a violência doméstica foi contra outra mulher, e não com sua atual esposa.

Como foi o incidente?

Conforme Milena, eles ficaram poucos minutos no interior do mercado comprando os produtos, quando chegaram ao caixa, o marido acenou para uma segurança, segundo a esposa, este gesto teria desencadeado todo esse quadro de sucessivas agressões.

Captura de Tela 138 1 - De acordo com a esposa de João Alberto este foi o motivo da violência
Foto: Youtube

A segurança se sentiu ofendida e chamou os colegas. Mas ele sempre foi muito brincalhão”. Ela percebeu que logo outros seguranças pararam e começaram a segui-lo enquanto ele se dirigia ao estacionamento.

Assim que ela chegou no estacionamento viu os seguranças espancando o seu marido.
Uma funcionária do Carrefour relatou que João Alberto deu um soco contra o policial “ a partir disso começou o tumulto, e os dois agrediram ele na tentativa de contê-lo. Eles (o policial e o segurança) chegaram a subir em cima do corpo dele, colocaram perna no pescoço ou no tórax”, afirmou o delegado plantonista Leandro Bodoia.

“Quando eu fui tentar ajudar, o segurança me empurrou e aconteceu essa tragédia. A última coisa que ele falou para mim foi: ”Milena, me ajuda” (Milena Borges Alves)

Com informações: Portal UOL

 

OUTRAS LEITURAS



Sensível Mente
Revista de opinião e entretenimento, sobre temas relacionados ao equilíbrio entre mente corpo e espiritualidade.

COMENTÁRIOS