Por: JCS

Conforme a porta-voz da OMS (Organização Mundial de Saúde), Margaret Harris, a OMS escolhe as vacinas que apoiará baseada em critérios puramente científicos, e não pela nacionalidade das empresas que as desenvolvem ou fabricam, afirmou nesta sexta-feira (23) quando foi questionada sobre a decisão do presidente do Brasil de não comprar vacinas chinesas.

“Nós escolhemos a ciência [A questão] não é a respeito da nacionalidade, e essa é a beleza de ser multilateral, esse é o ponto da ONU. Nós escolhemos a ciência e deveremos escolher a melhor vacina. E como se sabe, não vamos apoiar nenhuma vacina até que seja provado que ela teve o mais alto padrão de segurança e o nível certo de eficácia. ”

harris - Conforme OMS, critério para escolher uma vacina é a ciência, e não a nacionalidade.
Margaret Harris, porta-voz da OMS, em vídeo da entidade de 2015 — Foto: Reprodução/OMS

No início desta semana, o Ministro da Saúde, em reunião online com os governadores, informou sobre um protocolo de intenção de compra de 46 milhões de doses do imunizante CoronaVac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo laboratório Chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Na quarta-feira (20), o presidente do Brasil afirmou que ordenou o cancelamento do acordo.

A vice-diretora-geral da OMS, Mariângela Simão, disse em entrevista que: existem 10 vacinas em estados bem avançados de pesquisa, 4 são chinesas, uma é russa e outras 5 são de multinacionais.

“O Brasil tem condições de avaliar, por meio da Anvisa, porque uma vacina não pode entrar no mercado antes de terminar a fase 3 ”, afirmou.

“Hoje o mundo depende de muitos produtos farmacêuticos que são oriundos da China: muitos dos princípios ativos farmacêuticos, boa parte das plantas, das fábricas de produção, por exemplo, antibióticos são chinesas, vêm da China.”

Existe uma politização em volta do tratamento da Covid-19, o mais importante, conforme a vice-diretora-geral da OMS, é que a autoridade sanitária brasileira (ANVISA), esteja atenta.

Com informações: Portal G1
Crédito Imagens: Reprodução/OMS

 

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