Por: JCS

Enquanto mais de 40 países estão bloqueando os voos vindos do Reino Unido pela força e alto poder de transmissão desta “mutação” do coronavírus, o Brasil segue “passivamente” recebendo e fazendo voos para estes países, é muito preocupante.

Já foi descoberto uma nova mutação do coronavírus, a qual tem um poder de transmissão pelo menos 70% maior que a versão original do vírus. Ele foi descoberto no Reino Unido, aumentando consideravelmente a quantidade de novas transmissões e óbitos, dessa maneira, internamente, os países que fazem parte estão endurecendo as regras de distanciamento social e proibindo as pessoas de saírem às ruas, como forma de tentar diminuir o ritmo de contágios crescentes.

capa oficial - Com a mutação do Coronavírus “fora de controle” no Reino Unido, Brasil recebe voos destes países “normalmente”.

A situação é tão grave, que para que os países vizinhos não recebam cidadãos contaminados, pelo menos 40 nações já cancelaram a ida e vinda de voos do Reino Unido, é uma das formas mais eficientes de evitar que o vírus chegue em suas terras através dos passageiros de avião contaminados.

Não é o caso do Brasil que tem feito vistas grossas a essa terrível gravidade e permite voos que vão e voltam destes países, assim, estamos abrindo as portas de nossa nação para um contágio jamais visto em terras brasileiras, com o agravante de não termos uma vacinação em massa ainda e nossa população praticamente ter “abolido o distanciamento social por conta própria”.

Há uma portaria que foi assinada, onde a partir do dia 30/12, cada passageiro dos voos internacionais terá que apresentar no embarque testes RT-PCR de coronavírus negativos, feitos em no máximo 72 horas antes do voo, contudo, até que chegue o dia 30 milhares de pessoas voltarão destes países, possivelmente contaminadas e trazendo um vírus altamente contagioso para nossa nação. (Isto é extremamente perigoso para o Brasil)

“O Brasil já deveria ter começado a tomar medidas de restrição de pessoas chegando ao país desde que começou a segunda onda na Europa”, afirma o pesquisador Domingos Alves, responsável pelo Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da USP.

“Lembrando que houve quase um mês de diferença entre o aparecimento da segunda onda na Europa e no Brasil. Podemos inferir que alguns dos casos que tivemos se deveram ao fato de que mantivemos todos os aeroportos abertos”.

“Mais uma vez o governo brasileiro tem um atraso sistemático em relação às medidas para conter a pandemia. É lamentável”, finalizou.

Com informações: Portal Terra

Imagem: Pixabay

 

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