Enquanto muitos candidatos passam horas aperfeiçoando o currículo e treinando respostas estratégicas, um executivo decidiu avaliar algo bem mais simples — e, segundo ele, muito mais revelador.

Trent Innes, ex-diretor-gerente da Xero e atual diretor de crescimento da SiteMinder, contou no podcast The Ventures que utiliza um método incomum durante entrevistas de emprego: o “teste da xícara de café”.

Segundo ele, o processo começa de forma aparentemente casual. Durante a conversa, o candidato é convidado a caminhar até a cozinha do escritório e acaba aceitando uma bebida. Nada fora do normal — até que a entrevista termina.

É nesse momento que vem o verdadeiro teste.

Innes observa discretamente se o candidato toma a iniciativa de devolver a xícara vazia à cozinha. Para ele, esse pequeno gesto revela muito mais do que qualquer resposta ensaiada. A atitude de cuidar do que utilizou demonstra senso de responsabilidade, atenção ao ambiente e respeito pelos espaços compartilhados.

Quem simplesmente deixa a xícara para trás pode, na visão do executivo, demonstrar desalinhamento com a cultura da empresa. Ele defende que habilidades técnicas podem ser desenvolvidas com o tempo, mas postura e atitude fazem parte da essência do profissional.

Dentro da empresa, o conceito é conhecido como “lave sua xícara de café”. A ideia se tornou um símbolo cultural: cozinhas organizadas e limpas refletem um ambiente onde todos assumem pequenas responsabilidades no dia a dia.

Mais do que avaliar educação ou boas maneiras, o teste busca identificar algo maior — o instinto de colaborar e contribuir sem que ninguém precise pedir.

Em um mercado cada vez mais competitivo, a história mostra que detalhes aparentemente insignificantes podem pesar tanto quanto diplomas e experiências. No fim das contas, para algumas empresas, não é apenas sobre competência — é sobre atitude.






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