Por: JCS

Uma loja Carrefour no bairro dos Jardins, em São Paulo, foi depredada na noite desta sexta-feira, em protesto contra a morte de João Alberto Freitas por seguranças de uma unidade do Carrefour de Porto Alegre.

Movidos por indignação os manifestantes entraram no hipermercado e começaram um quebra-quebra em protesto, inclusive atearam fogo em alguns produtos. Logo em seguida começou uma correria dos seguranças do Carrefour para conterem as chamas com os extintores e evitar a proliferação dos tumultos na loja.

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Loja do Carrefour nos Jardins foi atacada durante manifestação que pediu justiça por João Alberto — Foto: Nelson Almeida/AFP

Não há registro de feridos, porém um carro que estava no estacionamento do hipermercado foi atacado e destruído pelos manifestantes. A fachada externa da loja teve seus vidros destruídos durante os protestos.

As manifestações iniciaram as 16h, no vão livre do Masp, Avenida Paulista. Parte dos manifestantes foram para a unidade do Carrefour da rua Pamplona, perto das 18:30h.

Em meio aos ataques ao supermercado, os organizadores da marcha solicitaram pelo microfone que os manifestantes não danificassem a loja do Carrefour, contudo, não foram ouvidos pois boa parte deles estava indignada com a cruel morte de João Alberto.

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Manifestantes fazem ato em SP pedindo justiça para João Alberto durante 17ª Marcha da Consciência Negra nesta sexta–feira (20) — Foto: Divulgação

A 17ª Marcha da Consciência Negra foi organizada com o tema “Vidas Negras Importam”

No dia 19, quinta-feira, João Alberto fazia compras com sua esposa em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre, e, conforme o vídeo, se vê dois seguranças do Carrefour espancando o homem até à morte enquanto uma mulher filmava a cena.

Conforme um amigo de João Alberto que testemunhou a agressão e viu e ouviu os gritos da vítima “gritava que não conseguia respirar”, enquanto os seguranças o espancavam.

Aquele vídeo ali, cara, mostra toda a agressão que ele teve antes de vir a óbito. Além de agredirem ele, deram um mata-leão nele, asfixiaram ele, pessoal pedindo para largarem ele, para deixar ele pra respirar, porque ele gritava que não conseguia respirar, eles não largaram, quando largaram ele já estava roxo, já estava sem respirar”, disse Paulão, amigo da vítima

Paulão além de amigo de João Alberto é seu vizinho. Ele disse que também foi ao supermercado para fazer suas compras, e, assim que chegou viu seu amigo sendo espancado.

Com informações: G1

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