Por: JCS

A afirmação é categórica: “O Brasil já está na segunda onda da Covid-19”

A conclusão vem do pesquisador Domingos Alves, que é o responsável pelo Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), na cidade de Ribeirão Preto.

Alves monitorou durante os últimos 8 meses os dados da pandemia brasileira, sendo um dos responsáveis pelo portal Covid-19 Brasil, o qual reúne muitos especialistas de diferentes áreas em volta da produção de estatísticas e análises da propagação do coronavírus no Brasil.

Ao afirmar que o Brasil vive, da mesma maneira que os Estados Unidos e a Europa, a segunda onda de contágios é baseada na evolução da taxa de reprodução (Rt) do coronavírus no país, que demonstra e aponta que a pandemia voltou a crescer em nosso país.

2020 10 09t185000z 2034663265 rc26fj9ntemf rtrmadp 3 health coronavirus brazil 1 - “Brasil já está na 2ª onda da Covid-19”, afirma pesquisador da USP
Agente de saúde testa mulher para Covid-19 na favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, no dia 9 de outubro. — Foto: Pilar Olivares/Reuters

A taxa é calculada com base no crescimento de novas infecções permitindo saber quantas pessoas são contaminadas por pessoas que já estão infectadas.

Se o índice registra acima de 1, é um indicativo que a pandemia está se expandindo. Quando está abaixo, é um indicativo de que a pandemia está perdendo a intensidade.

Conforme as apurações dos especialistas, o Brasil registrou uma de 1,12 em 16 de novembro, segundo o Observatório de Síndromes Respiratórias da Universidade Federal da Paraíba.

A taxa registrada acima significa que 100 pessoas infectadas infectarão outras 112, que, consequentemente, infectarão outras 125. Dessa maneira, a epidemia no Brasil cresce exponencialmente.

Para se ter uma ideia deste crescimento, na mesma data, a Rt estava acima de 1 em 20 estados brasileiros: (Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins), inclusive no Distrito Federal. Ou seja, o vírus está se multiplicando silenciosamente.

Conforme o portal G1, “A situação estava mais crítica no Paraná, onde a taxa era de 1,62. Já em Santa Catarina a Rt está acima de 1 há mais tempo: desde 14 de outubro.”

O pesquisador Domingos Alves analisou as médias móveis da Rt, que é calculada com base nos 14 dias anteriores.

“É importante a gente olhar a média móvel porque isso indica que não se trata apenas de uma flutuação do índice, mas que há uma tendência concreta de alta ou queda”, afirmou

Com informações: Portal G1

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