Pedro Fruet recebeu o Prêmio Whitley 2021, conhecido como Green Oscar. Seu reconhecimento se baseia no trabalho incansável realizado há 20 anos para preservar a população de botos, ameaçada pela pesca no Rio Grande do Sul.

A primeira entrega do Whitley Awards foi em 1994, quando Pedro Fruet ainda era criança. Os líderes conservacionistas em países em desenvolvimento são celebrados e homenageados anualmente. Com o passar dos anos e de prestígio, conquistaram o apelido de “Oscars Verdes”, por sua conotação.

Este ano foram seis os vencedores deste reconhecido prêmio.

O biólogo brasileiro foi um dos vencedores, pelo trabalho incansável em preservar as espécies ameaçadas de botos.

Captura de Tela 364 - Biólogo brasileiro recebe o "Oscar Verde" por seu trabalho com botos ameaçados de extinção.
Foto: WFN

Pedro, biólogo de profissão, receberá a cifra de 40 mil libras (cerca de 55 mil dólares), que obviamente estará destinada a continuar com a causa.

Segundo dados do próprio especialista, existem atualmente cerca de 90 botos-botos a viver no território em questão, onde estão constantemente a correr riscos.

O plano de Pedro e de outros profissionais é reduzir em 40% a mortalidade desses animais nos próximos cinco anos.

Captura de Tela 365 - Biólogo brasileiro recebe o "Oscar Verde" por seu trabalho com botos ameaçados de extinção.
Foto: WFN

O biólogo brasileiro estuda esses animais há mais de 2 décadas, aderindo ao projeto de conservação, iniciado na década de 70.

“Este prêmio coroa um trabalho. Estudo esses animais há 20 anos, dediquei minha vida a isso. Mas, na verdade, o projeto dos golfinhos começou em 1974 ”.

–Explica Pedro Fruet–

Captura de Tela 366 - Biólogo brasileiro recebe o "Oscar Verde" por seu trabalho com botos ameaçados de extinção.
Foto: WFN

Vale destacar que Pedro também é doutor pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), em oceanografia biológica.

É a décima vez que um brasileiro é consagrado com este prêmio.
“Continuaremos monitorando a população de botos para entender como ela responde a esses estímulos e impactos humanos ao longo do tempo.

A gente vai sair de barco, fazer esse monitoramento. Conhecemos todos os animais aqui, pelas marcações nas nadadeiras, podemos estimar o tamanho da população, quantos bebês há por ano, quando as fêmeas começam a se reproduzir ”.

–Explica Pedro–

Captura de Tela 367 - Biólogo brasileiro recebe o "Oscar Verde" por seu trabalho com botos ameaçados de extinção.
Foto: WFN

Os botos são animais realmente especiais, assim como todos os tipos de golfinhos.

Pedro os conhece e é por isso que trabalha com eles há 20 anos, para salvá-los da temida extinção.

 

Traduzido e adaptado de: UPSOCL

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