Ampola da vacina contra o coronavírus que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress
Vacinas produzidas pela china chegarão esta semana no Instituto Butantan-São Paulo.
Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, fez este anuncio. A instituição receberá as vacinas produzidas pela China ainda nesta semana
Foi anunciado nesta terça-feira (17), pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas: a instituição receberá vacinas produzidas na China ainda nesta semana, além da matéria-prima para a produção da CoronaVac, até o final de novembro.
“Já receberemos vacinas nesta semana. Vamos receber já uma primeira partida de vacinas prontas da China. Também receberemos ainda neste mês um quantitativo inicial de 600 litros de matéria-prima para iniciar a produção aqui no Butantan. Tudo caminha para que rapidamente tenhamos um quantitativo de 46 milhões de doses de vacinas prontas para uso já em janeiro”, afirma.
O anuncio foi feito durante uma reunião com a comissão da Câmara dos Deputados que acompanha ações relacionadas à pandemia da covid-19, o principal assunto da reunião hoje foi para tratar da CoronaVac, vacina em desenvolvimento pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan e alvo de embates.
Após a desautorização feita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a suspensão da compra de mais de 46 milhões de doses da CoronaVac, a situação da compra da vacina pelo governo federal está indefinida.
O diretor do Butantan ressaltou que a vacina precisa ser registrada na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) antes de ser distribuída e aplicada à população. O processo está em curso e depende da finalização dos estudos clínicos de fase três, em andamento, com mais de 10 mil voluntários vacinados.
Na China, o uso emergencial da vacina já foi autorizado, tendo mais de 60 mil pessoas vacinadas, disse Covas. Ele afirmou também que o conjunto de dados aponta para a segurança do produto, baseado no vírus inativado. Ainda não há previsão concreta para o término dos estudos clínicos e a emissão da autorização pela Anvisa.
Com informações de UOL
Com informações: Portal de Notícias UOL
Crédito Imagen: Pedro Ladeira/Folhapress
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