Foto: Reprodução
Por: JCS
Qualquer contato com a maioria das lagartas provoca dor, inchaço, vermelhidão e muita queimação nos locais atingidos.
Contudo, um acidente com a LONOMIA pode ser fatal e causar uma síndrome hemorrágica, espalhando sangramentos pela gengiva e urina, inclusive insuficiência renal aguda, levando a óbito se não for tratado corretamente.
Hoje em dia, há um único tratamento disponível para estancar os efeitos nocivos do envenenamento, que é a utilização do soro antilonômico, produzido no Insittuto Butantan a partir de 1994, e é o primeiro e único produtor deste medicamento no mundo. Este soro é produzido com o próprio veneno da Lonomia, e é realizado através de um processo em que os animais são imunizados com um antígeno específico preparado a partir das toxinas criadas pela lagarta.
“Existe uma cadeia de participação para a produção do soro que envolve a população, órgãos de saúde e o Instituto Butantan. Tudo isso para viabilizar o soro”, detalhou Fan Hui Wen, que é a gestora de projetos do Núcleo Estratégico de Venenos e Antivenenos do Butantan.
“Na medida em que divulgamos a existência dessas lagartas consequentemente se estabelecem ações de prevenção”, informou a médica do Butantan.
A Lonomia é um inseto que na fase larval tem quatro estágios de desenvolvimento – Ovo, lagarta, pupa e mariposa– é amplamente encontrada nos tempos de calor e chuva nos troncos de árvores, e vivem camufladas e reunidas em colônias.
Exclusivamente na fase larval esta lagarta possui cerdas “espinhudas” que apresentam um veneno que, em contato com a pele humana, provoca “queimaduras”, muita dor na região e sangramentos. Estes acidentes com a Lonomia nem sempre provocam envenenamento, a gravidade do caso tem a ver com a quantidade de lagartas que a pessoa tocou e principalmente a quantidade de veneno que foi inoculado através do contato, pode ser um contato leve e depende da pressão forte exercida sobre as cerdas.
Provavelmente o encontro do homem com esta lagarta venenosa se deve ao desmatamento e o que facilita tudo é a existência de moradias bem próximas às ilhas de mata nativa, e até mesmo no meio urbano.
O crescimento populacional da tatura Lonomia foi identificado pelo pesquisador Roberto Henrique Pinto Moraes em 2002. “O desmatamento é o responsável pelo aumento populacional da taturana; o número de acidentes é consequência, disse Moraes, em uma reportagem feita e divulgada pela Universidade de São Paulo (USP) em 2003.
Outro fator que explica o grande número da taturana Lonomia é a extinção de alguns de seus principais predadores naturais. O principal é a mosca da família Tachinidae, que deposita cinco ou seis ovos. Um outro predador forte é o vírus loobMNPV, que é nocivo apenas para a Lonomia obliqua. Um dos principais motivos para a extinção destes predadores naturais é desmatamento desordenado e o uso dos agrotóxicos nas plantações. ” Para reduzir acidentes o melhor é a conscientização. Conhecer a lagarta e saber como evita-la”, advertiu Moraes.
Com informações: Portal G1
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