Hospital Municipal Salgado Filho: rede do SUS saturada Foto: Alexandre Cassiano / Extra
Fonte: Jornal Extra
O Rio de Janeiro está sofrendo com: A alta de infectados e mortes por Covid-19, leitos escassos e as UTIs saturadas. Assim o caos está se formando depois da última etapa da flexibilização da quarentena, ontem (02) a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), um dos mais respeitados centros de pesquisa em saúde pública em nosso país, afirmou, em nota técnica, (obtida pelo Jornal Extra), que a rede do SUS da capital do Rio está com seu sistema de saúde pública em COLAPSO.
Tendo uma menor oferta de leitos e uma demanda reprimida de pacientes que ficaram em segundo plano desde o início da pandemia, assim, muitas pessoas que estão infectadas pela Covid-19 ou que lutam com estas doenças crônicas ficaram sem atendimento médico ou UTIs. Sem atendimento devido, as pessoas estão morrendo dentro de suas casas.
Conforme o sanitarista Christovam Barcellos, membro do Monitora Covid-19 e pesquisador da Fiocruz: “ Já vemos o colapso no sistema. E nem todos (os óbitos) foram por Covid-19, mas indiretamente de pessoas que ficaram sem assistência”.
Apenas ontem (02), 172 pessoas aguardavam por um leito de UTI na cidade e na Região Metropolitana, incluindo a Baixada Fluminense. A taxa de leitos ocupados da UTI chegou a 90% (552 pessoas internadas). O Estado do Rio de Janeiro registrou 81 mortes e 3.415 casos de contaminação. Há 14 dias a média móvel de casos da doença vem crescendo.
A Fiocruz fez um levantamento até o dia 1 de dezembro, portanto, os dados totais de novembro, podem sofrer alterações. Lamentavelmente, os pesquisadores apontam que as Unidades de Assistência Básica e emergência estão sofrendo o mesmo esgotamento. É uma situação extremamente perigosa que acentua o risco de morte.
Setembro e outubro tiveram 1.100 óbitos a mais do que o esperado para o período.
“Esse quadro aponta para uma condição de colapso do sistema de saúde, não somente dos hospitais, mas também da atenção primária”, ponderou a nota da Fiocruz. E Reafirmaram que: “com ações de PREVENÇÃO e tratamento oportuno de doenças crônicas, seria possível evitar o grande número de óbitos, inclusive de pacientes que ficaram sem assistência”.
A maior alta de mortes aconteceu em abri/maio, no pico da crise, mas, em outubro, os óbitos que aconteceram FORA dos hospitais voltaram a AUMENTAR. O pico atual é menor, mas a capacidade do sistema de saúde piorou. Este é um colapso criado pelo próprio sistema. Isso já foi alertado que poderia acontecer se tivéssemos um novo aumento de casos, comentou Barcellos.
A verdade é que: ser hospitalizado não garante vaga de UTI. Muitas pessoas infectadas pela Covid-19 estão morrendo fora das unidades de terapia intensiva, mesmo com a confirmação de que estão com a doença.
Imagem: Alexandre Cassiano / Extra
Por: JCS
Dentro do Círculo acompanha quatro amigos de infância que construíram carreiras de sucesso e mantiveram…
O artista britânico Willard Wigan transformou uma simples agulha em palco para uma das obras…
Conheço Você acompanha uma família que decide contratar uma babá para cuidar do filho enquanto…
Em vez de celebridades, atletas ou influenciadores, grandes outdoors espalhados por cidades da China começaram…
Um Sonho Possível acompanha Michael Oher, um jovem que cresceu enfrentando dificuldades e sem muitas…
A famosa frase de Steve Jobs sobre o tempo ser limitado costuma aparecer em murais…