CORONAVÍRUS

Saiba um pouco mais sobre a nova variante do coronavírus que se ALASTRA na Europa

Por: JCS

A nova “mutação” do coronavírus que está se alastrando rapidamente em Londres e no sudeste da Inglaterra é aproximadamente 70% mais transmissível que as versões antigas do SARS-CoV-2

A Europa está enfrentando uma inesperada mutação do coronavírus, que causa a infecção Covid-19, tanto que, o Reino Unido comunicou no sábado, 19, restrições bem mais fortes em Londres e parte do país. Esta variante/mutação do vírus consegue ser “até 70% mais transmissível” do que as versões iniciais do coronavírus, conforme disse o primeiro-ministro Boris Johnson.

Esta nova mutação foi descoberta pela primeira vez no sudeste da Inglaterra em setembro e, está se alastrando muito mais rápido que a versão anterior do coronavírus, e se tornando a cepa dominante em Londres e outras regiões do país. Os especialistas dizem que, não se parece mais mortal ou mais resistente às vacinas.

Patrick Vallance, conselheiro científico do Reino Unido, informou ao The Washington Post que este “vírus se espalhou” depois de ser observado por meses. “E está se movendo rapidamente, o que levou a um forte aumento nas hospitalizações”, disse. Mas também afirmou que este novo surto “é controlável e há luz no fim do túnel com a vacinação iniciada”. Vale lembrar que o Reino Unido foi o primeiro país a aprovar e começar a vacinação em massa da imunizante da Pfizer/BioNTech, no início de dezembro.

Para se ter uma noção da velocidade de transmissão desta mutação do vírus, ela até pouco tempo era associada a 10% ou 15% dos casos de covid-19 em algumas regiões de Londres; atualmente, esta mutação é responsável por 60% dos casos em Londres, conforme o jornal The Guardian. Os cientistas, entretanto, ainda não descobriram o motivo desta mutação se “espalhar tão rápido”.

Cientistas dizem que esse tipo de mutação não é surpreendente. Sharon Peacock, professora de microbiologia a Universidade de Cambridge, disse que milhares de mutações no coronavírus foram identificadas desde seu aparecimento. “O grande número (de mutações) não tem impacto”, disse ela. “As mutações fazem parte da vida natural.

Os vírus têm mutações e evoluem, e se tornam mais transmissíveis, mas menos mortais. Até o momento, a diminuição de óbitos entre as pessoas infectadas durante a pandemia se deve às melhorias e novas descobertas de tratamentos. Cientistas britânicos estão acompanhando essa disseminação da nova variante há pelo menos três meses. A nova cepa foi localizada em amostras que foram coletadas de mais de 1.100 pessoas, a grande maioria delas vive no sudeste da Inglaterra.

Com informações: Terra

 

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