CORONAVÍRUS

Rússia anuncia que médicos serão vacinados primeiro contra a Covid-19 em 2 semanas e reafirma que a vacina é segura

Por: JCS

A Rússia informou nesta quarta-feira (12), que o primeiro lote das vacinas fabricadas será destinado para vacinação de médicos em duas semanas. Apesar da desconfiança internacional, o país desconsiderou as extremas preocupações destes países e as acham “sem fundamento” ao se referirem à eficácia e segurança do imunizante que são levantadas por vários críticos especialistas, por causa da rapidez em que a vacina de Moscou foi aprovada.

Vladimir Putin, presidente russo, disse que a Rússia se tornou o primeiro país no mundo a ter uma vacina contra a Covid-19 aprovada, o que instiga todas as preocupações é que os testes com o imunizante iniciaram e terminaram em apenas dois meses, com etapa final de testes clínicos em humanos.

A vacina não concluiu plenamente a fase III, que é uma das mais importantes e delicadas, pois é uma fase de testes em larga escala em humanos. Certos cientistas estão temerosos e acreditam que Moscou está colocando o prestígio da nação russa à frente da segurança, o que pode gerar uma nova tragédia.

“Parece que nossos colegas estrangeiros estão vendo as vantagens competitivas específicas do medicamento russo e estão tentando expressar opiniões que, em nossa visão, são completamente sem fundamento”, disse o ministro da Saúde, Mikhail Murashko, nesta quarta”

O ministro afirma que a vacina que foi desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, Moscou, deve ser aplicada na população e nos médicos, de forma voluntaria e que muito em breve estará pronta para a vacinação em massa.

“Os primeiros pacotes da vacina contra a infecção pelo coronavírus serão recebidos dentro das próximas duas semanas, primeiramente para médicos”, confirmou.

Entenda os motivos das desconfianças

A OMS, assim que soube da aprovação da vacina russa, fez seus comentários, dizendo: A Rússia “não precisa de nossa aprovação” para registrar a vacina, no entanto, precisaremos de ter acesso aos dados da pesquisa para podermos avaliar a segurança da imunização e assim aprova-la.

O diretor do Instituto Gamaleya, Alexander Gintsburg, informou que o resultados clínicos dos ensaios depois de serem analisados pelos próprios especialistas da Rússia é que serão publicados. Disse ainda que o país se prepara para produzir cerca de 5 milhões de doses mensais no período de dezembro e janeiro.

O Cazaquistão está mobilizando as autoridades do governo para irem a Moscou em agosto para negociarem as futuras entregas da vacina, revelou o gabinete presidencial do país.

 

 

Com informações: G1

Crédito Imagens: Handout / Russian Direct Investment Fund / AFP

 

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