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Professor brasileiro de geografia venceu importante prêmio internacional de educação

O professor deslocava os alunos da sala de aula para conhecerem as ruas de São Paulo, essa iniciativa fez com que ele ganhasse um prêmio que foi disputado por professores de 110 países.

O projeto “Aula Pública”, do professor Paulo Magalhães, levava os alunos às ruas da capital, permitindo que cada aluno visualizasse as diferenças das ruas e do entorno, desde 2016 ele já utilizava este recurso e tomou mais corpo ainda com a chegada da pandemia.

O professor Paulo Magalhães leciona na Escola Municipal de Ensino Fundamental Duque de Caxias, Centro de SP, para alunos de 11 a 14 anos.

Ele contou em uma entrevista que esta iniciativa partiu de uma constante preocupação de que os alunos ficavam confinados na sala de aula. “Sempre tive uma necessidade de fazer com que minhas aulas fossem diferentes”, disse.

O ir ao local público fazia com que os alunos se sentissem pertencentes à cidade, e esta ideia foi amplamente aprovada pelos pais dos alunos e da comunidade no entorno da escola. Diz ainda que: “foi uma forma de fazer com que os alunos se integrassem a essa sociedade que, às vezes, virava as costas para essas crianças e adolescentes que  não  eram  aceitos  nesses  espaços  educativos  por  uma  questão  de indisciplina. ”

O professor entende que essa é uma forma de envolver os alunos de forma prática nos objetivos do estudo, fazendo com que eles percebam as diferenças físicas de cada rua, permitindo assim que eles sejam mais críticos e participativos na sociedade.

As pessoas que estão passando pela rua participam”, relata. “A comunidade começou a ouvir a escola, a dar sugestões. Os pais estão mais presentes na situação escolar dos filhos a partir deste projeto. ”

Com as restrições da pandemia ele teve que ser criativo por conta do confinamento.
“Eu saía no bairro sozinho, filmava essas aulas e mandava para eles”, conta o professor. “A gente sabe que, em São Paulo, um mês é muito tempo, a cidade se transforma em um mês. Então as crianças não perdiam o contato com o bairro e com os problemas que estavam acontecendo ali. ”

Com Informações: CNN

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