Por: PEGN
Autor: Facundo Guerra – é pai de Pina, mestre e doutor em ciência política e autor do livro Empreendedorismo para Subversivos. Depois da sua demissão, criou 18 negócios
Pela primeira vez na história, o bem mais valioso do mundo não é mais objetivo, mas subjetivo. Até recentemente, o combustível de nossa economia era o petróleo. Hoje, são os dados, extraídos de nosso comportamento online e que, metabolizados por máquinas e refinados, retornam para nós em forma de anúncios.
Estes chegam com o timing certo e nos fazem consumir de maneira irrefletida: compramos coisas desnecessárias para preencher o vazio existencial que o excesso de conexão e estímulo via redes sociais acaba por criar, em detrimento de conexões reais com outros humanos.
É a cilada perfeita: nos exprimimos, consumimos a expressão alheia, nos sentimos vazios, consumimos, nos exprimimos, em looping.
Afinal, comparamos nosso nível de felicidade e sucesso com o das outras pessoas de nossa rede.
É impossível não se sentir fracassado diante dos humanos perfeitos que performam perante nossos olhos no Instagram, esse aparato de propaganda montada com a engenharia reversa de um caça-níqueis.
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