Foto: Fiocruz, Reprodução
Por: JCS
Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), afirma que há grandes possibilidades da vacina para a Covid-19 ser criada até o final de 2020. Em uma entrevista ao programa “Saia Justa”, veiculado pela GNT, ela revelou detalhes de como está caminhando o trabalho árduo dos pesquisadores para encontrar a cura.
O otimismo vem após, no programa televisivo, ser exibida uma parte de uma entrevista feita com a imunologista Daniela Ferreira, que está à frente da equipe que testa a vacina da Universidade de Oxford, na Escola de Medicina Tropical de Liverpool, ela se mostra muito otimista dizendo que “vamos ter uma vacina até o fim do ano”, Nísia Trindade que conhece todo este processo de testes, concordou plenamente com a afirmação da imunologista.
“Eu concordo com a Daniela. As chances são grandes porque houve um desenvolvimento muito acelerado nesse processo das vacinas; são mais de 200 vacinas no mundo hoje, com somente algumas em estágios mais avançados”, afirmou a presidente da Fiocruz.
“No caso, a vacina da Universidade de Oxford, na qual a Daniela vem trabalhando é uma dessas fortíssimas candidatas”.
Nísia Trindade comentou sobre a grande importância da OMS (Organização Mundial de Saúde) na missão de promover a descoberta da vacina: “isso está sendo possível porque há um acordo mundial, em que a Organização Mundial de Saúde tem um papel muito forte nisso, sobra a importância dessas etapas e sempre garantindo a segurança, ética, pesquisa e todos os processos. E também porque há um histórico anterior de produção de vacinas, de desenvolvimento e de novas plataformas”.
A fala de Daniela, que lidera as pesquisas da vacina em Oxford, também foi veiculada na edição do “Mulheres Fantásticas”, no “Fantástico”. Neste quadro a imunologista disse que “uma grande vitória é que agora o Brasil também vai participar da vacina, pois está fazendo a fase 3 dos testes”, e deixou claro que “com o apoio global, de todos os países tentando desenvolver a vacina, acredita que ela sairá rapidamente”.
“É muito importante dizer que, no caso da Fiocruz que vai participar de toda a produção dessa vacina em nosso país, e vai incorporar toda a tecnologia, o Brasil vai ter essa autossuficiência na vacina da Covid-19 em que estamos trabalhando para ser eficaz”, finalizou Nísia.
Em outra parte da entrevista ficou claro que: “Na Fiocruz temos um instituto dedicado a vacinas, Bio-Manguinhos, e com toda uma capacidade de produção com investimentos nos últimos 20 anos. Esse investimento continuado é que poderá nos permitir com essa contribuição, além da competência em ensaios clínicos que vão ser coordenados pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)”.
Com informações: UOL
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