Equilíbrio

Falar com seu pet não é loucura, significa inteligência social, conclui estudo

Por: José Carlos Santos

Você já percebeu que a maioria dos donos de animais de estimação conversam com eles como se estivessem falando com uma pessoa? alguns chegam a mudar o tom de voz como se estivessem falando com uma criança!
É mais engraçado pois aqueles que não têm animais e estão fora da conversa, acham que é estranho uma pessoa tratar um animal como se fosse “Um familiar”. Nicholas Epley, professor de ciência comportamental da Universidade de Chicago, não pensa assim.

Ele acha completamente normal esse tipo de comunicação carinhosa, comunicar-se com um animal de estimação pode indicar que você tem um alto nível de cognição social com seus pets.
Nicholas, autor do livro Mindwise: Como entendemos o que os outros pensam, acreditam, sentem e querem (“Mindwise: How We Understand What Others Think, Believe, Feel, and Want”).

O antropomorfismo é bem usado pelas crianças, pois se divertem por horas conversando com brinquedos e amiguinhos imaginários. Um comportamento claramente saudável que os ajuda a desenvolverem as habilidades de comunicação social, pois precisarão delas mais tarde.

À medida que envelhecemos superamos essa tendência. Mas, ele afirma que, nos relacionarmos e falarmos com nossos gatos e cães não nos torna loucos ou imaturos, e sim seres humanos saudáveis que se ajustam bem socialmente.

O cérebro humano foi programado para procurar rostos – principalmente os olhos- para identificar sinais de sua verdadeira natureza e intenções, essa habilidade é responsável pela nossa sobrevivência. Você deve conhecer casos onde uma pessoa descreveu um “mau pressentimento” que teve sobre alguém a qual mais tarde se mostrou perigosa?

Conforme Nicholas, somos “hipersensíveis aos olhos porque eles oferecem uma janela para a mente de outra pessoa”. Por isso fica fácil de concluir que quando vemos os olhares meigos dos animais, queremos estabelecer com eles níveis pessoais de comunicação.

É comum atribuirmos nomes àquilo que amamos. Os humanos têm agido desta maneira com os objetos inanimados que dependem há mais de cinco mil anos.

Ainda não temos tecnologia que leia a mente de nossos pets, porém, quem conviveu bom tempo com eles, pode afirmar que suas consciências emocionais (como amar) são imensamente parecidas com a nossa.

Essa capacidade que reconhece os animais como seres semelhantes à nós, com os quais podemos agir e confiar é um bom sinal de inteligência social, e não um comportamento idiota. Da próxima vez que um colega ou parente achar estranho você falar com seu pet, diga que você é uma pessoa com uma excelente inteligência social mais desenvolvida do que a dele. É muito simples.

Sensível Mente

Revista de opinião e entretenimento, sobre temas relacionados ao equilíbrio entre mente corpo e espiritualidade.

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