Foto: Reprodução
Por: JCS
Ela nasceu para superação e quebra de recordes, Nicolly Martins Morelli, aos 2 anos e 8 meses, já tinha 35,4 mil fãs que a seguiam no Instagram, até porque ela tinha looks de gente grande e fazia poses que conquistaram muitas pessoas. Geralmente quem a fotografava era sua mãe, Marina Martins Pinto Moreli, 39 anos, cada foto mostrava a criança em poses inspiradoras.
Seu perfil no Instagram tem o seguinte nome: @nickmissbaby.t21, esta pequena modelo tem síndrome de down. Nicolly é um amor de criança, é desinibida, simpática e se transforma quando é clicada no celular da mãe, e mesmo assim, ela é uma criança normal e cheia de vida.
Marina contou que não sabia das características genéticas de Nicolly em meio a gravidez, ela teve um sobrepeso, sua gestação foi bem tranquila, e os exames feitos durante os 9 meses de gestação, nunca indicaram problema algum.
“Depois que ela nasceu, precisou passar 22 dias internada, por conta da hipoglicemia. Aí me falaram que ela era cardiopata, o que depois foi refutado. Depois, que tinha problema no pulmão e depois eu fiquei sabendo que ela pegou uma infecção hospitalar. Teve até que fazer transfusão de sangue, e pela transfusão, esperamos para fazer o cariótipo, exame que comprovaria a síndrome de down ou não. Enquanto isso, vários profissionais avaliavam e diziam que ela não tinha características de down, que respondia a estímulos que quem tem a síndrome não responde, foram 4 meses de muita angústia”, relembrou.
O casal se preocupou em como seria a relação de Nicolly com as pessoas e o mundo, portanto, os dois procuraram muitas informações sobre a doença para passar para as pessoas, assim, eles utilizam a conta do Instagram de Nicolly para orientar o máximo possível de pessoas. “A ideia é mostrar que os nossos filhos podem participar de toda e qualquer competição por igual, que a beleza deles também pode ser reconhecida no meio da moda, porque o ser diferente é normal. A Nicolly, através da beleza dela fez com que eu percebesse e tentasse mostrar que a inclusão social pode ser trabalhada no meio da moda”. Enfatizou Marina.
Todos começaram a conhecer Nicolly pelas redes sociais, durante a gravidez Marina postava várias fotos com o objetivo de informar a família e amigos. Após o nascimento, diminuíram as postagens pois a mamãe cuidou mais da saúde da bebê.
Fizeram então o famoso ensaio “newborn”, foi então que a fofura de Nicolly chamou a atenção da mamãe que resolveu postar as fotos dela nas redes.
“Foi aí que comecei a sempre emperiquitar e fazer novas fotos com uma carinha melhor que a outra, cheia de lacinhos e roupas fofas, foi aí que comecei a trabalhar com o Instagram, que todo mundo começou a falar para eu procurar uma agência de modelos, por causa da beleza única dela, percebi que não era apenas o meu olhar de mãe. Ela é uma criança maravilhosa e agradeço a Deus todos os dias por ter colocado ela nas nossas vidas”, disse.
Hoje Nicolly é uma modelo, e conquistou 5 faixas de concursos de beleza: A 1ª foi o título de “Embaixadora Beleza Down MS”, a 2ª foi “Miss Campo Grande”, onde ganhou a coroação de “Miss Baby Popularidade”, um link confiável de votação online que a elegeu com 9 mil votos.
A 3ª foi de “Miss Beleza Fashion” em Mato Grosso do Sul, a 4ª foi bem especial “Miss Brasil Baby Universe Fashion 2018”, recebida em outubro de 2019. A 5ª foi “Miss Brasil Beleza Fashion Kids 2019.
A agenda da pequena Nicolly é carregada de compromissos, assim como vive uma top model, contudo, Marina afirma que investe pesado para que ela seja uma criança normal e brinque bastante, seu quarto vive recheado de bonecas com as quais ela brinca bastante, além de casinhas e brinquedos específicos para sua idade. “Muitos pais focam em colocar a criança com down na terapia, fazer terapia, fazer estimulação, mas acho que o dia-a-dia, o brincar também é uma estimulação importante. Eu não a superprotejo e deixo ela mostrar pra gente do que ela é capaz”, disse.
Nicolly gosta bastante das atividades físicas que têm obstáculos, e, assim frequenta academia especializada em desenvolvimento infantil duas vezes por semana, ali ela trabalha o sistema motor e equilíbrio. Sua mãe sempre procura novos desafios para que ela os supere. Já as atividades de ensino didático ficam a cargo da escolinha, onde ela vai três vezes por semana, com atividades focadas em musicalização, artes cênicas e tecnologia, objetivando assim preparar Nicolly para a escola pedagógica, onde eles pretendem matriculá-la assim que completar 5 anos para a alfabetização.
“Nenhum lugar que a Nicolly frequenta é para crianças especiais, são todos lugares inclusivos, todas as atividades dela são trabalhadas com crianças típicas. É de suma importância por conta da aceitação, eles precisam entender que as diferenças estão em todos os lugares e devem ser respeitadas, não só as crianças, qualquer pessoa. A gente iniciar a inclusão social desde cedo é muito importante com a aceitação. Existe um momento certo para ela ver e começar a entender que ela é diferente, entender essa diferença, porque não vou falar que lá na frente em nenhum momento ela pode sofrer algum preconceito, porque ela tem que saber lidar com isso”.
Com informações: Campograndenews
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