Foto: Reprodução
Por: JCS
O Itaú veio a público e informou que fará uma doação bilionária para ajudar o SUS, Sistema Único de Saúde, a combater a pandemia da COVID-19 e assim, melhorar o atendimento das pessoas contaminadas.
A administração dos recursos vem da Fundação Itaú Unibanco, o valor será retirado do balanço do banco e deverá ser ampliado por outros doadores, informou o presidente do banco, Candido Bracher.
“Os recursos virão do balanço do banco e não gozam de qualquer benefício fiscal em relação a qualquer outra despesa que o banco tem”, informou.
Onde e como o dinheiro será aplicado, é uma tarefa que será tomada pelo programa “Todos pela Saúde”, que terá uma equipe de especialistas liderada pelo diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap.
Os participantes do “Todos pela Saúde” – Não serão remunerados pelo trabalho, pois é voluntário- Têm se reunido várias vezes desde a semana passada para traçar direções para o programa que deve ter quatro eixos.
Há 22 anos no comando do Sírio-Libanês, Paulo Chapchap informou que uma das estratégias da “Todos Pela Saúde”, deve ser uma campanha publicitária que fala sobre a importância de várias medidas de prevenção contra a covid-19, dentre elas, o uso de máscaras.
Disse também que alguns profissionais da saúde estão sendo encaminhados para montar gabinetes de crise em hospitais ou locais que necessitem de uma ação mais rápida de atendimento.
As intenções deste programa já foram conversadas com o Ministério da Saúde.
Chapchap disse, que o programa vai tentar ajudar a resolver uma das questões mais difíceis do momento que é muito comentada pela comunidade científica mundial, a dificuldade em obter insumos, principalmente os produtos de Equipamentos de Proteção Individual (EPI).
Uma ação importante, conforme disse, é que a equipe deve estimular e ajudar a indústria nacional na fabricação deste item, para assim suprir a grande procura.
“Não temos por que fazer diferente no Brasil, ainda mais com a experiência acumulada por outros países. Temos grandes conglomerados de fortunas nesse país. Que as grandes fortunas se somem a uma lógica de solidariedade”, afirmou o médico Pedro Ribeiro Barbosa, que preside o Instituto de Biologia Molecular do Paraná, participante do “Todos Pela Saúde”.
Integra o projeto, o Dr. Drauzio Varella, que disse que os acúmulos de diferenças sociais do Brasil irão agora ter “um grande peso” na pandemia. Conforme ele, as circunstâncias trazem, ao mesmo tempo, a fatura de um “preço” pela perpetuação desse histórico, porém, trará uma excelente oportunidade de valorizarmos o SUS.
“Acho que disso tudo [do programa] vai resultar uma estrutura que podemos deixar para o SUS como legado, quando terminar a epidemia. Acho que podemos emergir da epidemia com um sistema de saúde mais organizado e mais eficiente”, finalizou.
Com informações de: AgênciaBrasil.
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