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Por: JCS
Prefeitos que resolveram se aventurar flexibilizando as medidas de isolamento estão muito arrependidos com o aumento de infectados e óbitos, eles pensaram em salvar a economia e agora viram que além de não salvarem a economia, permitiram que vários cidadãos fossem infectados e viessem a óbito pela covid-19. Pelo menos 12 entre 18 cidades estão bem arrependidas e resolveram novamente endurecer as medidas de isolamento.
Esta análise foi feita pelo jornal Estadão, eles registraram os dados de 18 cidades desde que começou a pandemia, os números foram tirados de registros do Ministério da Saúde divulgados em todas as mídias, os apuradores compararam as médias do final de junho com o acumulado desde que cada cidade flexibilizou as normas para tentar reverter a economia municipal.
O levantamento de dados acusou que, desde que as prefeituras liberaram outros setores além dos essenciais, aumentou consideravelmente o número de infectados por dia em São Paulo, Belo Horizonte e Vitória, no Sudeste. Na região Sul, também aumentou: Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. Mais cidades também aumentaram os casos: Brasília, Campo Grande e Cuiabá, já no Centro-Oeste, Salvador e João Pessoa, no Nordeste, e Palmas na Região Norte.
Os aumentos das infecções variam em porcentagem entre cada cidade. Por exemplo: São Paulo teve abertura gradual no início de junho, teve um aumento diário de 15% e não elevou o número de internações. Em Brasília, o governador abriu o comércio no final de maio, ali os casos quintuplicaram durante junho.
Foram analisadas 18 entre as 27 capitais brasileiras. Conforme o epidemiologista Pedro Halla, reitor da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), este avanço apresentado nestas cidades é “natural”. “A hora de flexibilizar é quando a curva estiver na descendente. Quando flexibiliza na ascendente, o problema cresce”, orientou. “Se a gente impedir o contrato entre quem tem o vírus e quem está pronto para receber, conseguimos colocar a curva para baixo e assim dá para começar a reabrir. ”
Em Brasília, haviam 300 casos diários registrados assim que reabriu o comercio. 30 dias depois, a média aumentou para 1.5 mil novos infectados a cada 24 horas. Mesmo assim, o governador informou ao Estadão que: as restrições “não servem mais para nada” e assinou decreto liberando completamente o comércio, a indústria e a volta das aulas presenciais. Por não saber interpretar estes dados e dar mais valor à economia do que a vida da população, Brasília verá um grande aumento no número de infectados e óbitos.
Imagine todo o comercio, indústria e aulas presenciais funcionando. Os hospitais não darão conta de tantos pacientes infectados.
Com informações: Estado de Minas Gerais
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